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Previsão para o Dólar (11 a 16/01): A Tendência de Alta Permanece?
Resumo:A primeira quinzena de janeiro de 2026 promete ser um período de intensa volatilidade e definição de tendências para o dólar americano. Após um final de 2025 marcado por desvalorização, a moeda norte-americana inicia o novo ano em terreno mais firme, dando início a uma clara movimentação de alta corretiva. A semana que se inicia em 11 de janeiro é repleta de catalisadores de alto impacto, com destaque para a publicação do índice de preços ao consumidor (CPI) e dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos. Estes números não apenas refinarão as expectativas sobre o ciclo de política monetária do Federal Reserve, mas também testarão a resistência desta recuperação do dólar.

Publicado em 11/01/2026
A primeira quinzena de janeiro de 2026 promete ser um período de intensa volatilidade e definição de tendências para o dólar americano. Após um final de 2025 marcado por desvalorização, a moeda norte-americana inicia o novo ano em terreno mais firme, dando início a uma clara movimentação de alta corretiva. A semana que se inicia em 11 de janeiro é repleta de catalisadores de alto impacto, com destaque para a publicação do índice de preços ao consumidor (CPI) e dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos. Estes números não apenas refinarão as expectativas sobre o ciclo de política monetária do Federal Reserve, mas também testarão a resistência desta recuperação do dólar. Enquanto isso, tensões geopolíticas, como a intervenção dos EUA na Venezuela, atuam como pano de fundo, e moedas de economias desenvolvidas e emergentes reagem de forma desigual à força da divisa americana. Este artigo mergulha nas projeções técnicas, nos fundamentos econômicos e nos drivers de mercado que moldarão o destino do dólar nos próximos dias, oferecendo uma análise abrangente para traders e investidores.
Contexto e Tese Principal: A Correção do Dólar Encontra Combustível nos Dados
O DXY (U.S. Dollar Index), que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, caiu aproximadamente 2.65% entre 21 de novembro e a véspera do Natal de 2025. Contudo, desde então, forças corretivas entraram em ação, impulsionando uma recuperação. A tese central para a semana é que há espaço adicional para essa alta corretiva se estender. Os dados econômicos recentes dos EUA fortalecem a convicção do mercado de que o Federal Reserve replicará o padrão de 2025: uma pausa prolongada após uma série de cortes de juros, possivelmente estendendo-se bem dentro do segundo trimestre. A correlação entre as mudanças no DXY e os rendimentos dos Títulos do Tesouro de 2 e 10 anos permanece significativa, em torno de 35% nos últimos 30 pregões, reforçando a sensibilidade da moeda às expectativas de juros.
O cenário geopolítico, embora amplamente discutido, tem tido um impacto de mercado mais limitado e indireto. Ações dos EUA na Venezuela e declarações sobre a Groenlândia contribuíram para um ambiente de aversão moderada ao risco, mas o foco principal permanece intrinsecamente ligado aos fundamentos econômicos. A única exceção notável é no mercado de commodities, onde o petróleo WTI registrou ganhos substanciais, beneficiado pelas tensões. Paralelamente, a incerteza fiscal persiste, com o risco de um novo shutdown do governo federal dos EUA caso não haja um acordo orçamentário até o final de janeiro.
Análise Técnica do Dólar: Alvos de Retração e Níveis Críticos
Do ponto de vista técnico, a recuperação do dólar já superou um marco importante. O patamar máximo registrado antes do fim de semana ultrapassou o nível de retração de 50% das perdas do final de 2025, situado em torno de 99.05 pontos no DXY. Este movimento confirma a força da correção e abre caminho para testes em patamares mais elevados.
- O próximo alvo de retração significativo (61.8%) está localizado próximo a 99.40 pontos.
- Além disso, a barreira psicológica de 100.00 pontos no DXY representa um objetivo de médio prazo para os bulls, caso o fluxo de notícias continue favorável.
Os indicadores de momentum diário ainda apontam para uma trajetória de alta, sugerindo que a correção de baixa pode não ter terminado. Um fechamento consistente acima do nível de 99.40 poderia acelerar os ganhos, direcionando o índice para testar a área de 100.00. Por outro lado, uma rejeição nessa região poderia levar a uma nova fase de consolidação lateral.
Os Grandes Catalisadores da Semana: CPI, Varejo e Produção Industrial dos EUA
A agenda econômica dos Estados Unidos nesta semana é densa e crucial. Os dados mais aguardados são o CPI de dezembro e as vendas no varejo de novembro. As projeções do mercado, conforme pesquisas da Bloomberg, indicam um aumento de 0.3% no CPI geral. Se confirmado, essa leitura faria com que a taxa anual caísse para 2.5%, ante os 2.7% registrados anteriormente. No entanto, é crucial observar a inflação subjacente (core), esperada em 0.3%, o que manteria sua taxa anual estável em 2.6%. Mais preocupante é a taxa anualizada de três meses, que permanece em níveis elevados, próximos a 4%, sinalizando que as pressões inflacionárias ainda são persistentes e pegajosas.
Esse cenário, combinado com o sólido relatório de empregos de dezembro, reforça a narrativa de que o Fed entrará em uma fase de pausa. Esta expectativa é o principal combustível para a valorização do dólar no curto prazo, pois adia as expectativas de novos cortes de juros e mantém o diferencial de rendimentos dos EUA atrativo. Em complemento, as vendas no varejo e a produção industrial de dezembro também devem mostrar recuperação sequencial, pintando um quadro de resiliência da atividade econômica norte-americana.
Outro dado de impacto será o relatório TIC (Treasury International Capital) de novembro, que detalha os fluxos de capital estrangeiro para ativos dos EUA. No contexto de um déficit em conta corrente ainda amplo (cerca de US$ 690 bilhões no primeiro semestre de 2025), a capacidade de atrair fluxos de capital de portfólio (que somaram cerca de US$ 756 bilhões no mesmo período) é vital para a estabilidade do dólar. Um resultado forte neste relatório poderia oferecer suporte adicional à moeda.
Impacto Nas Principais Moedas: Euro, Iene e Libra Sob Pressão
A força corretiva do dólar exerce pressão sobre todas as principais moedas, mas de formas distintas.
Euro (EUR/USD):
A moeda única europeia enfrenta ventos contrários. Após estagnar perto de US$ 1.1800 em dezembro, o euro cedeu terreno, atingindo patamares abaixo de US$ 1.1620, os mais baixos desde 10 de dezembro. A correlação inversa com os rendimentos dos Treasuries de 2 anos dos EUA é mais forte do que com os rendimentos alemães, indicando que o movimento é mais impulsionado pela força do dólar do que por fraquezas específicas da Zona do Euro. Os dados de produção industrial e comércio da região, previstos para a semana, têm potencial limitado para reverter a tendência. O próximo suporte técnico crítico é a média móvel de 200 dias, situada próxima a US$ 1.1575, um nível que não é rompido desde o início de março de 2025. Os indicadores de momentum sugerem que a correção de baixa pode ainda não ter terminado.
Iene Japonês (USD/JPY):
O par atingiu níveis acima de JPY 158.00 após os dados de emprego dos EUA, superando as máximas de novembro e dezembro. A correlação com os rendimentos dos Treasuries de 10 anos, embora tenha enfraquecido em relação a 2025, ainda oferece suporte ao dólar. O mercado está atento a possíveis intervenções verbais do Ministério das Finanças do Japão (MOF) para conter a desvalorização do iene. No entanto, analistas avaliam que as condições atuais podem permitir apenas alertas verbais, com uma intervenção física direta sendo menos provável no momento. O alvo de alta imediato é a máxima de 2025, próxima a JPY 158.90. A incerteza política, com rumores de eleições antecipadas, e as tensões com a China adicionam uma camada de risco extra para a moeda japonesa.
Libra Esterlina (GBP/USD):
A libra demonstra uma alta correlação inversa com o DXY (cerca de -0.83), sendo uma das mais sensíveis à força geral do dólar. A moeda britânica acumula uma sequência de quatro dias de quedas, rompendo a importante média móvel de 200 dias próxima a US$ 1.3395. Os dados de PIB mensal do Reino Unido para novembro, que podem mostrar a primeira expansão desde junho, são o principal evento da semana. No entanto, o fraco desempenho econômico recente e a pressão política limitam o potencial de recuperação. Os alvos de retração de Fibonacci apontam para possíveis testes em US$ 1.3365 (38.2%) e até US$ 1.3300 (50%). Os indicadores de momentum reforçam a perspectiva de mais perdas no curto prazo.
Pares de Commodities e Moedas Emergentes: Reações Divergentes
Dólar Australiano (AUD/USD):
Após um início de semana promissor, tocando máximas desde outubro de 2024 acima de US$ 0.6765, o “Aussie” sofreu uma forte reversão. Sua correlação com o ouro é mais forte do que com o cobre, e os dados locais mostram uma forte pressão inflacionária, com gastos das famílias em alta e expectativas de inflação elevadas. Isso levou o mercado a precificar uma chance de alta de juros pelo Reserve Bank of Australia (RBA) no final do primeiro semestre. Tecnicamente, o par testou suportes próximos a US$ 0.6660. Uma ruptura abaixo desse nível pode abrir caminho para uma queda em direção a US$ 0.6635 e, potencialmente, US$ 0.6600.
Dólar Canadense (USD/CAD):
O “Loonie” começou 2026 como a moeda mais fraca do G10, depreciando cerca de 1.25%. Além de ser arrastado pela correção geral do dólar, fatores específicos pesam, como o possível desafio à produção canadense de petróleo pesado devido ao controle dos EUA sobre a economia venezuelana. O par USD/CAD já testou o nível de retração de 50% (próximo a CAD 1.3885) de sua queda de novembro/dezembro. O próximo alvo é a retração de 61.8%, próxima a CAD 1.3945, com potencial de seguir para a máxima de dezembro em torno de CAD 1.4015 caso o ímpeto de alta do dólar se mantenha.
Peso Mexicano (USD/MXN):
O peso, historicamente resiliente, também mostra sinais de pressão. O dólar atingiu uma máxima de quatro semanas contra a moeda mexicana, próximo a MXN 18.04. A correlação com o DXY tem sido alta, e há indicativos técnicos de que a tendência de baixa do dólar contra o peso pode estar em pausa. O carry (juro) positivo ainda atrai investidores, mas uma ruptura acima de MXN 18.09-18.15 poderia desencadear uma liquidação de posições longas no peso, ampliando a correção no curto prazo.
Conclusão e Previsão Para a Semana: Dólar Com Viés De Alta, Mas Sensível A Surpresas
A semana de 11 a 16 de janeiro configura-se como um ambiente propício para a extensão da alta corretiva do dólar. Os fundamentos (CPI firme, Fed em pausa, atividade econômica resiliente) e a técnica (DXY acima de retrações chave, momentum positivo) convergem para essa direção. O cenário mais provável é de um dólar buscando testar a zona de 99.40 no DXY, com pares como EUR/USD pressionados em direção a 1.1575 e USD/JPY explorando os arredores de 158.90.
No entanto, os riscos são assimétricos. Uma leitura do CPI significativamente mais fraca que o esperado, especialmente no componente core, poderia abalar a narrativa da pausa do Fed e interromper abruptamente a correção do dólar. Da mesma forma, dados de vendas no varejo desapontantes poderiam reacender temores de desaceleração. No front geopolítico, uma escalada inesperada envolvendo a Venezuela, China ou mesmo uma decisão surpresa da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas podem injetar volatilidade e favorecer moedas de refúgio como o iene e o franco suíço, em detrimento do dólar.
Para traders, a estratégia no início da semana deve ser de viés de alta para o dólar, mas com gestão de risco rigorosa diante dos eventos de alto impacto. A atenção deve estar focada nos níveis de retração de Fibonacci como alvos e pontos de inflexão, enquanto qualquer sinal de falha do dólar em sustentar os ganhos após os dados pode sinalizar o fim prematuro desta correção e o retorno a um ambiente de lateralidade ou até fraqueza para a moeda americana. Em última análise, esta é a semana em que a narrativa macroeconômica para o primeiro trimestre de 2026 será solidificada, com o dólar no centro do palco.

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